Izadora e Thiago não sabem ao certo quando se conheceram — e talvez seja assim mesmo que deva ser. Certas histórias começam antes de a gente perceber. A foto mais antiga dos dois é de novembro de 2005, tirada na festa de aniversário de um amigo em comum: dois rostos jovens num registro que, naquele momento, parecia apenas mais um — e que hoje guarda o início de tudo.
Vizinhos de longa data, morando a apenas cinco minutos um do outro, eles também cruzavam os corredores do mesmo colégio. O mundo parecia conspirar para que se encontrassem. E conspirava mesmo. Izadora tinha duas amigas cujos irmãos mais velhos eram amigos de Thiago — e assim, sem planejamento nenhum, eles se achavam reunidos nos mesmos quintais, nas mesmas casas, nos mesmos fins de tarde.
Com o tempo, a familiaridade virou amizade. E a amizade, aos poucos, ganhou outros contornos. Mas a vida tem o seu próprio ritmo: Thiago terminou o ensino médio, partiu para Uberlândia para fazer faculdade, e a distância fez o que a distância costuma fazer — criou silêncio. O contato foi rareando, e as mensagens, ficando menos frequentes.
Foi o destino quem resolveu intervir. Thiago voltou para Goiânia, e aquele fio que parecia perdido se reatou — simples assim, como se nunca tivesse sido cortado. As mensagens voltaram, e junto com elas, algo que sempre esteve lá, esperando a hora certa.
E como dizem... o resto, é história.